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	<description>Soluções em RH &#124; Belo Horizonte</description>
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		<title>Como desenhar processos seletivos consistentes sem engessar a experiência do candidato</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação SupeRHar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jun 2026 19:36:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Um processo seletivo ruim quase nunca falha no final. Ele falha na origem: quando a vaga é aberta sem precisão, quando o perfil não está claro, quando os critérios mudam ao longo do caminho ou quando cada etapa parece responder a uma lógica diferente. É aí que a experiência do candidato já começa a se [&#8230;]]]></description>
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<p>Um processo seletivo ruim quase nunca falha no final. Ele falha na origem: quando a vaga é aberta sem precisão, quando o perfil não está claro, quando os critérios mudam ao longo do caminho ou quando cada etapa parece responder a uma lógica diferente.</p>



<p>É aí que a experiência do candidato já começa a se desgastar. Não por excesso de formalidade, mas por falta de intenção. Não por haver método, mas por haver desorganização. A boa jornada de seleção não nasce da improvisação elegante. Ela nasce de um desenho bem pensado, em que cada etapa cumpre uma função real.</p>



<p>Na Superhar, essa é uma distinção importante: processo consistente não é processo duro. É processo lúcido. Ele sabe o que quer avaliar e por que quer avaliar.</p>



<p><strong>Método não é o oposto de humanidade</strong></p>



<p>Ainda existe uma ideia equivocada de que rigor técnico torna o processo frio. Na prática, o que costuma esfriar a experiência do candidato é o contrário: a falta de critério, a comunicação frouxa e a sensação de estar em um percurso que ninguém conseguiu explicar direito.</p>



<p>Quando o recrutamento tem método, a conversa fica mais clara. As perguntas fazem sentido. As etapas se conectam. O candidato entende onde está, o que se espera dele e como será avaliado. Isso não engessa a experiência, ao contrário, dá segurança.</p>



<p>A humanização, nesse contexto, não está em suavizar critérios. Está em tornar o processo inteligível, respeitoso e coerente.</p>



<p><strong>O que realmente prejudica a experiência</strong></p>



<p>Processos longos nem sempre são o principal problema. Muitas vezes, o problema está na falta de lógica entre as etapas.</p>



<p>Há vagas em que o candidato repete as mesmas informações várias vezes, entrevistas que avaliam tudo menos o que importa, decisões que demoram sem justificativa e interações que deixam a impressão de que a empresa ainda não sabe exatamente o que busca. Isso desgasta mais do que um processo exigente.</p>



<p>A experiência piora quando a seleção vira um conjunto de gestos soltos. O candidato percebe quando há método e quando há apenas movimento. E essa percepção pesa na imagem que ele leva da organização, mesmo quando é aprovado.</p>



<p><strong>O papel da seleção madura</strong></p>



<p>Uma seleção madura não tenta ser confortável o tempo todo. Ela tenta ser justa, clara e tecnicamente responsável.</p>



<p>Isso significa desenhar etapas que realmente ajudam a comparar candidatos com mais consistência, reduzir vieses e sustentar escolhas melhores. Também significa comunicar bem, porque o candidato não avalia apenas a vaga, ele avalia a forma como a empresa conduz a relação desde o primeiro contato.</p>



<p>Empresas mais maduras entendem que a experiência do candidato não é um detalhe da seleção. Ela faz parte da reputação da marca empregadora e influencia até a percepção de quem não foi contratado.</p>



<p><strong>Rigor e experiência podem coexistir</strong></p>



<p>A falsa oposição entre método e experiência ainda atrapalha muitas decisões de RH. Como se fosse preciso escolher entre um processo técnico e uma jornada agradável. Na verdade, os melhores processos conseguem fazer as duas coisas ao mesmo tempo.</p>



<p>O rigor protege a decisão. A experiência protege a relação. Quando os dois caminham juntos, a empresa contrata melhor, reduz ruído e constrói uma reputação mais consistente no mercado.</p>



<p>Esse equilíbrio exige maturidade, e maturidade em recrutamento se dá ao fazer escolhas mais conscientes em cada etapa.</p>



<p><strong>Recrutar também é comunicar cultura</strong></p>



<p>Todo processo seletivo diz algo sobre a empresa, mesmo quando não há intenção de dizer nada.</p>



<p>Ele revela o quanto a organização é organizada, o quanto respeita o tempo das pessoas, o quanto sabe o que busca e o quanto valoriza a decisão de contratar. Por isso, desenhar processos consistentes sem engessar a experiência do candidato é, no fundo, uma forma de alinhar prática e cultura.</p>



<p>Na Superhar, esse é o ponto central: contratar bem não é apenas fechar uma vaga. É conduzir uma decisão com critério, clareza e responsabilidade, sem perder a dimensão humana que toda relação de trabalho exige.</p>



<p></p>



<p>Fontes: <a href="https://www.criteriacorp.com/research/2026-candidate-experience-report" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Criteria Corp</a>, <a href="https://survale.com/cande-resources/reports/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Talent Board</a>, <a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0007681318300776" target="_blank" rel="noreferrer noopener">ScienceDirect</a>, <a href="https://be-ambassador.com/candidate-experience/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">BeAmbassador</a>, <a href="https://www.snipebridge.com/structured-interviews-for-employee-retention/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Snipebridge</a>, <a href="https://logicmelon.com/blog-post/candidate-experience/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">LogicMelon</a></p>
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		<title>Escala 6&#215;1 e NR-1: quando descanso e gestão de riscos se encontram</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação SupeRHar]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jun 2026 17:53:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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					<description><![CDATA[Nos últimos meses, dois temas ganharam força no debate sobre trabalho no Brasil: a discussão sobre o fim da escala 6&#215;1 e a atualização da NR-1, que passou a exigir atenção mais explícita aos riscos psicossociais no ambiente de trabalho. Embora nasçam em frentes diferentes, esses assuntos convergem em um ponto essencial: a forma como [&#8230;]]]></description>
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<p>Nos últimos meses, dois temas ganharam força no debate sobre trabalho no Brasil: a discussão sobre o fim da escala 6&#215;1 e a atualização da NR-1, que passou a exigir atenção mais explícita aos riscos psicossociais no ambiente de trabalho. Embora nasçam em frentes diferentes, esses assuntos convergem em um ponto essencial: a forma como o trabalho é desenhado afeta diretamente a saúde física e mental das pessoas.</p>



<p>Essa convergência importa porque desloca a conversa do campo da opinião para o campo da gestão. Não se trata apenas de trabalhar menos ou de cumprir uma norma. Trata-se de reconhecer que jornadas extenuantes, baixa previsibilidade, sobrecarga, pressão contínua e pouca recuperação entre turnos podem gerar adoecimento, perda de qualidade de vida e aumento de riscos organizacionais.</p>



<p><strong>O que a NR-1 mudou de fato</strong></p>



<p>A atualização da NR-1 ampliou a responsabilidade das empresas sobre os riscos psicossociais, incluindo fatores como estresse, assédio, burnout, sobrecarga e clima organizacional dentro do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) e do PGR. Na prática, isso significa que o ambiente de trabalho não pode mais ser analisado apenas sob a ótica de riscos físicos ou operacionais: a organização do trabalho também entra na conta.</p>



<p>Esse ponto é importante porque a norma não aparece como uma iniciativa isolada. Ela acompanha um movimento mais amplo de amadurecimento da relação entre trabalho e saúde. O Ministério do Trabalho publicou manuais e guias de perguntas e respostas justamente para orientar empresas na implementação dessas mudanças, mostrando que o tema exige método, leitura de contexto e ação preventiva.</p>



<p><strong>O que o debate sobre a escala 6&#215;1 revela</strong></p>



<p>O debate sobre a escala 6&#215;1 chama atenção para um aspecto muitas vezes subestimado: descanso não é concessão; é parte da qualidade do trabalho. Estudos e análises recentes apontam que jornadas muito extensas ou com recuperação insuficiente podem afetar concentração, bem-estar, sono, saúde mental e até aumentar o risco de acidentes e afastamentos.</p>



<p>Na prática, isso ajuda a entender por que a discussão sobre escala não deve ser tratada apenas como uma pauta de tempo ou custo. Ela é, sobretudo, uma pauta de desenho do trabalho. Quando a empresa organiza jornadas de forma a preservar recuperação, previsibilidade e equilíbrio, ela reduz a probabilidade de adoecimento e melhora a experiência das equipes.</p>



<p><strong>Onde os temas se encontram</strong></p>



<p>A NR-1 e o debate sobre a escala 6&#215;1 se encontram na mesma pergunta: qual é o limite entre produtividade e exaustão?</p>



<p>Quando o trabalho é organizado sem pausas adequadas, com excesso de pressão ou pouca autonomia, os riscos psicossociais aumentam. Isso vale para setores industriais, operações contínuas, comércio e serviços, onde a lógica da escala costuma ser decisiva para a rotina das pessoas. Nesse contexto, a NR-1 funciona como um chamado para que as empresas olhem não apenas para o posto de trabalho, mas para a experiência concreta de quem o ocupa.</p>



<p>A convergência entre os dois temas também revela algo importante para o RH: a saúde mental não começa no benefício, começa na estrutura. Políticas de bem-estar ajudam, mas não substituem a necessidade de revisar ritmo, carga, liderança, comunicação e organização das jornadas.</p>



<p><strong>O papel das empresas</strong></p>



<p>Para as organizações, essa discussão exige maturidade. O primeiro passo não é reagir ao tema por pressão externa, mas compreender que ambiente saudável e resultado consistente caminham juntos. Empresas que revisam jornadas, escutam equipes e estruturam planos de ação para riscos psicossociais tendem a construir relações de trabalho mais sustentáveis no médio e no longo prazo.</p>



<p>Isso não significa aplicar respostas genéricas. Cada negócio tem uma realidade própria, especialmente quando falamos de operações industriais, logística, comércio ou serviços. O ponto comum, porém, é que nenhum modelo produtivo se sustenta por muito tempo se depender da exaustão constante das pessoas.</p>



<p><strong>Uma leitura estratégica para o RH</strong></p>



<p>Para o RH, a convergência entre escala 6&#215;1 e NR-1 traz uma mensagem clara: não basta administrar pessoas depois que o desgaste aparece. É preciso atuar antes, no desenho do trabalho, na prevenção dos riscos e na qualidade da liderança.</p>



<p>Essa é uma mudança de mentalidade importante. Em vez de tratar o descanso como problema operacional e os riscos psicossociais como tema acessório, a empresa passa a enxergar ambos como elementos centrais da governança em pessoas. E quando isso acontece, o trabalho deixa de ser apenas uma estrutura de produção e passa a ser também uma estrutura de cuidado, previsibilidade e sustentabilidade.</p>



<p>No fundo, o debate sobre escala 6&#215;1 e a atualização da NR-1 apontam para a mesma direção: empresas mais maduras entendem que produtividade e saúde não são forças opostas. São condições que precisam ser equilibradas para que o negócio continue crescendo sem comprometer a experiência humana que o sustenta.</p>



<p></p>



<p>Fontes: <a rel="noreferrer noopener" href="https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/noticias-e-conteudo/2026/marco/mte-lanca-manual-para-orientar-gestao-de-riscos-ocupacionais-nas-empresas" target="_blank">Ministério do Trabalho e Emprego</a>, <a rel="noreferrer noopener" href="https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/noticias-e-conteudo/2026/maio/mte-publica-guia-de-perguntas-e-respostas-para-orientar-empresas-sobre-mudancas-da-nr-1" target="_blank">Ministério do Trabalho e Emprego 2</a>, <a rel="noreferrer noopener" href="https://bvsms.saude.gov.br/saude-mental-dos-trabalhadores-passa-a-integrar-o-gerenciamento-de-riscos-ocupacionais/" target="_blank">Ministério da Saúde / BVS</a>, <a rel="noreferrer noopener" href="https://www.medicina.ufmg.br/escala-de-trabalho-impacta-saude-fisica-e-mental-de-trabalhadores/" target="_blank">UFMG</a>, <a rel="noreferrer noopener" href="https://www.migalhas.com.br/depeso/454647/fim-da-escala-6x1-saude-dignidade-e-avanco-trabalhista" target="_blank">Migalhas</a>, <a href="https://www.brasildefato.com.br/2026/05/28/fim-da-escala-6x1-e-nr1-descanso-melhora-a-condicao-psicossocial-do-trabalhador-diz-advogada/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Brasil de Fato</a>, <a href="https://www.sistemafibra.org.br/fibra/institucional/sala-de-imprensa/noticias/2645-empresas-terao-que-incluir-riscos-psicossocia..." target="_blank" rel="noreferrer noopener">Sistema Fibra</a></p>
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		<title>Maternidade, carreira e retenção: o que as empresas maduras já fazem diferente</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação SupeRHar]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 May 2026 15:19:36 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A discussão sobre maternidade no mercado de trabalho deixou de ocupar apenas o campo dos benefícios e passou a integrar temas mais estratégicos dentro das organizações. Hoje, empresas mais maduras entendem que a forma como acolhem, desenvolvem e retêm mulheres que são mães diz muito sobre sua cultura, sua liderança e sua capacidade de governança [&#8230;]]]></description>
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<p>A discussão sobre maternidade no mercado de trabalho deixou de ocupar apenas o campo dos benefícios e passou a integrar temas mais estratégicos dentro das organizações. Hoje, empresas mais maduras entendem que a forma como acolhem, desenvolvem e retêm mulheres que são mães diz muito sobre sua cultura, sua liderança e sua capacidade de governança em pessoas.</p>



<p>Durante muito tempo, a maternidade foi tratada como uma espécie de ruptura na trajetória profissional feminina. Esse olhar, além de limitado, ignorava um ponto central: o desafio não está na maternidade em si, mas na estrutura organizacional que ainda precisa evoluir para sustentar trajetórias mais diversas, contínuas e humanas.</p>



<p><strong>O que os dados mostram</strong></p>



<p>Pesquisas recentes ajudam a dimensionar essa realidade. Um levantamento da FESA Group, divulgado pelo Meio &amp; Mensagem, mostra que 59,1% das mulheres afirmam que sua carreira já foi impactada pela maternidade. Outros estudos apontam que muitas profissionais ainda percebem dificuldade de adaptação das empresas após o retorno da licença, especialmente quando faltam flexibilidade, clareza de expectativas e apoio da liderança.</p>



<p>Ao mesmo tempo, os mesmos levantamentos mostram algo igualmente relevante: quando a empresa oferece apoio real, políticas consistentes e liderança preparada, a permanência dessas profissionais aumenta de forma consistente. Em outras palavras, a questão não é apenas a experiência da maternidade, mas a resposta da organização a ela.</p>



<p><strong>O que as empresas maduras fazem diferente</strong></p>



<p>Em organizações mais estruturadas, o tema já vem sendo tratado com mais profundidade. Não se fala apenas em licença ou retorno ao trabalho, mas em desenho de carreira, previsibilidade de gestão, redes de apoio e clareza de expectativas.</p>



<p>Há empresas que vêm revisando práticas de liderança, programas de desenvolvimento e políticas de flexibilidade justamente para reduzir a perda de talentos femininos em momentos de transição familiar. Esse movimento é importante porque mostra que retenção não se sustenta apenas com discurso. Ela depende de coerência entre cultura, liderança e prática.</p>



<p>Quando a empresa afirma valorizar diversidade, mas não adapta seus modelos de trabalho à realidade das mães, o discurso perde força. Quando, ao contrário, cria condições reais para que essas profissionais continuem evoluindo, a organização ganha em engajamento, reputação e qualidade de decisão.</p>



<p><strong>Governança também é leitura de permanência</strong></p>



<p>Há também um aspecto de governança que merece atenção. RH maduro não é aquele que apenas reage a demandas pontuais, mas o que enxerga padrões, mede impactos e antecipa riscos.</p>



<p>Nesse sentido, acompanhar indicadores de retenção relacionados à maternidade, promoções após o retorno da licença, tempo de permanência e movimentações internas de mulheres em fases de cuidado é um passo importante para transformar sensibilidade em gestão.</p>



<p>A liderança tem papel decisivo nesse processo. Não basta ter políticas se o cotidiano da gestão continuar penalizando indisponibilidade, flexibilidade ou pausas legítimas. A maturidade organizacional aparece quando líderes compreendem que a permanência das mães não é um favor da empresa, mas parte de uma estratégia consistente de retenção e desenvolvimento de talentos.</p>



<p><strong>O que o mercado já começa a mostrar</strong></p>



<p>O mercado já mostra sinais positivos nessa direção. Empresas que tratam o tema com mais seriedade têm conseguido ampliar a permanência de mulheres, fortalecer pipelines de liderança e construir ambientes mais sustentáveis para diferentes fases da vida profissional.</p>



<p>Isso não significa eliminar desafios. Significa reconhecer que a adaptação organizacional é uma resposta inteligente para uma realidade que já faz parte do mundo do trabalho.</p>



<p>No fim, a discussão sobre mães, liderança e governança em RH não é apenas sobre conciliação entre trabalho e família. É sobre qualidade de gestão. É sobre decidir com mais critério quem a organização quer reter, como quer desenvolver suas lideranças e que tipo de cultura deseja sustentar ao longo do tempo.</p>



<p>Quando a empresa amadurece essa visão, a maternidade deixa de ser tratada como obstáculo e passa a ser compreendida como uma etapa legítima da trajetória profissional, uma etapa que, quando bem conduzida, fortalece pessoas, equipes e negócios.</p>



<p></p>



<p>Fontes: <a rel="noreferrer noopener" href="https://www.meioemensagem.com.br/womentowatch/maternidade-impacta-carreira-de-59-das-brasileiras" target="_blank">Meio &amp; Mensagem / FESA Group</a>, <a rel="noreferrer noopener" href="https://mulher.istoe.com.br/relatorio-expoe-a-dificuldade-de-adaptacao-das-empresas-apos-a-maternidade" target="_blank">IstoÉ Mulher</a>, <a rel="noreferrer noopener" href="https://mundodomarketing.com.br/69-das-empresas-nao-possuem-programas-de-inclusao-ou-capacitacao-para-maes" target="_blank">Mundo do Marketing</a>, <a rel="noreferrer noopener" href="https://www.em.com.br/mundo-corporativo/2026/03/7371569-empresas-investem-na-retencao-de-mulheres.html" target="_blank">EM</a>, <a rel="noreferrer noopener" href="https://www.uai.com.br/app/noticia/mundo-corporativo/2026/03/09/noticia-mundo-corporativo/379148/empresas-investem-na-retencao-de-mulheres.html" target="_blank">UAI</a>, <a href="https://imdsbrasil.org/impacto/programa-empresa-cidada-e-extensao-da-duracao-da-licenca-maternidade-no-brasil-em-2010/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">IMDS Brasil</a>, <a href="https://www.gov.br/receitafederal/pt-br/assuntos/orientacao-tributaria/beneficios-fiscais/programa-empresa-cidada/orientacoes" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Receita Federal / Programa Empresa Cidadã</a></p>
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		<title>Quality of Hire: quando a boa contratação faz sentido para a empresa e para a carreira do profissional</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação SupeRHar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Apr 2026 12:03:20 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Durante muito tempo, a eficiência em recrutamento e seleção foi medida por indicadores como velocidade para fechar vagas, volume de currículos recebidos ou custo por contratação. Esses dados continuam importantes, mas já não contam a história completa. Uma pergunta mais estratégica ganhou espaço nas empresas maduras: a contratação foi realmente boa? É justamente desse debate [&#8230;]]]></description>
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<p>Durante muito tempo, a eficiência em recrutamento e seleção foi medida por indicadores como velocidade para fechar vagas, volume de currículos recebidos ou custo por contratação. Esses dados continuam importantes, mas já não contam a história completa.</p>



<p>Uma pergunta mais estratégica ganhou espaço nas empresas maduras: a contratação foi realmente boa?</p>



<p>É justamente desse debate que surge o conceito de Quality of Hire, ou qualidade da contratação. Em resumo, trata-se de avaliar se a pessoa contratada gera resultado, se adapta ao contexto, permanece na organização e atende às expectativas construídas no processo seletivo. A SHRM (Society for Human Resource Management) aponta o tema como uma das métricas mais relevantes para o futuro da aquisição de talentos.</p>



<p>Mas existe um ponto essencial que nem sempre recebe a devida atenção: uma boa contratação não beneficia apenas a empresa. Ela também precisa representar uma escolha acertada para o profissional.</p>



<p><strong>Contratar bem não é apenas preencher uma vaga</strong></p>



<p>Uma contratação pode parecer positiva no papel: currículo aderente, experiência sólida, entrevista convincente e admissão concluída rapidamente.</p>



<p>Ainda assim, poucos meses depois, surgem sinais de desalinhamento:</p>



<ul><li>expectativas diferentes sobre o cargo</li><li>cultura incompatível com o perfil da pessoa</li><li>liderança despreparada para integrar o novo talento</li><li>falta de perspectiva de crescimento</li><li>baixa produtividade por ausência de contexto claro</li><li>saída precoce</li></ul>



<p>Quando isso acontece, o problema raramente está apenas no candidato. Em muitos casos, está no encontro mal construído entre pessoa, função e ambiente.</p>



<p><strong>O que define uma contratação de qualidade para a empresa</strong></p>



<p>Do ponto de vista organizacional, quality of hire costuma estar relacionado a fatores como:</p>



<p>● Performance consistente<br>A pessoa contratada entrega resultado compatível com o que a função exige.</p>



<p>● Adaptação saudável<br>Integra-se ao time, compreende processos e desenvolve autonomia em prazo adequado.</p>



<p>● Retenção inicial<br>Permanece nos primeiros meses, reduzindo reaberturas de vaga e retrabalho.</p>



<p>● Confiança da liderança<br>A gestão percebe que a contratação resolveu a necessidade real da área.</p>



<p>● Potencial futuro<br>Além de atender o presente, o profissional mostra capacidade de crescimento.</p>



<p>Esses sinais indicam que o processo seletivo foi mais do que operacional. Foi decisório, criterioso e estratégico.</p>



<p><strong>O que define uma contratação de qualidade para o candidato</strong></p>



<p>Esse é o lado menos discutido, e talvez um dos mais importantes.</p>



<p>Para o profissional, uma boa contratação acontece quando ele encontra:</p>



<p>● Clareza sobre o papel.<br>Saber o que se espera evita frustração e acelera desempenho</p>



<p>● Ambiente coerente com seus valores.<br>Cultura importa. E muito.</p>



<p>● Liderança que desenvolve.<br>Gestores têm impacto direto na permanência e no crescimento.</p>



<p>● Desafio na medida certa.<br>Nem subutilização, nem caos permanente.</p>



<p>● Possibilidade real de evolução.<br>Carreira não se sustenta apenas por salário. Sustenta-se por perspectiva.</p>



<p>Quando esses elementos existem, a contratação deixa de ser apenas mudança de emprego. Torna-se avanço de trajetória.</p>



<p><strong>O impacto na produtividade</strong></p>



<p>Existe uma relação direta entre alinhamento e produtividade.</p>



<p>Quando empresa e profissional entram na relação com expectativas claras, aderência cultural e objetivos compatíveis, a mágica acontece.</p>



<p>● A curva de aprendizagem diminui;<br>● O engajamento cresce;<br>● Erros de adaptação reduzem;<br>● A colaboração acontece mais rápido;<br>● A performance aparece antes.</p>



<p>Ou seja: produtividade não começa depois da contratação. Ela começa no processo seletivo.</p>



<p><strong>Onde muitas empresas erram</strong></p>



<p>Alguns erros comuns prejudicam a qualidade da contratação. Aqui, listamos alguns deles.</p>



<p>● Urgência excessiva para preencher a vaga;<br>● Descrição genérica da posição;<br>● Entrevistas sem critério claro;<br>● Foco apenas em experiência passada;<br>● Pouca avaliação comportamental;<br>● Promessa exagerada ao candidato;<br>● Ausência de alinhamento entre RH e liderança.</p>



<p>Nesses casos, o processo até termina rápido. Mas o custo aparece depois.</p>



<p><strong>A visão da Superhar</strong></p>



<p>Na prática da Superhar, recrutamento assertivo nunca foi apenas encontrar bons currículos.</p>



<p>É compreender profundamente o desafio da posição, a cultura da empresa, o momento da liderança e o potencial real das pessoas envolvidas.</p>



<p>Contratar bem significa conectar estratégia organizacional com trajetória profissional.</p>



<p>Quando essa conexão acontece, a empresa ganha performance, o profissional ganha espaço para crescer e a relação começa de forma sustentável.</p>



<p>Antes de concluir qualquer processo seletivo, vale refletir se essa decisão atende apenas a urgência da vaga ou cria valor real para os dois lados.</p>



<p>Quando a resposta é a segunda opção, estamos diante de algo maior que uma admissão. Estamos diante de uma boa contratação.</p>



<p></p>



<p>Fontes: <a rel="noreferrer noopener" href="https://www.shrm.org/topics-tools/news/talent-acquisition/shrm-talent-2026-session-preview-quality-of-hire" target="_blank">SHRM</a>, <a href="https://www.prnewswire.com/news-releases/closing-the-hiring-gap-mclean--company-guide-offers-practical-framework-for-measuring-quality-of-hire-302586641.html">PR Newswire</a>, <a rel="noreferrer noopener" href="https://hrexecutive.com/5-talent-acquisition-strategies-that-actually-predict-performance/" target="_blank">HR Executive</a>, <a href="https://www.aihr.com/blog/quality-of-hire/">AIHR</a>, <a rel="noreferrer noopener" href="https://www.brianheger.com/the-definitive-guide-to-recruiting-human-centered-talent-acquisition-josh-bersin-company/" target="_blank">Brian Heger</a>, <a href="https://joshbersin.com/talent-acquisition-factbook/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Josh Bersin</a>, <a href="https://abrhbrasil.org.br/guia-completo-sobre-o-processo-de-recrutamento-e-selecao/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">ABRH</a></p>
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		<title>Boas práticas para empresas que querem atrair mais mulheres para áreas técnicas e liderança</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação SupeRHar]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Apr 2026 16:37:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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					<description><![CDATA[Nos últimos anos, a presença feminina em cargos de liderança e em áreas técnicas tem avançado, mas ainda de forma gradual. Em setores como engenharia, tecnologia e operações industriais, a participação das mulheres segue abaixo do potencial disponível no mercado. Mais do que uma pauta de diversidade, ampliar essa presença tornou-se uma decisão estratégica. Estudos [&#8230;]]]></description>
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<p>Nos últimos anos, a presença feminina em cargos de liderança e em áreas técnicas tem avançado, mas ainda de forma gradual. Em setores como engenharia, tecnologia e operações industriais, a participação das mulheres segue abaixo do potencial disponível no mercado.</p>



<p>Mais do que uma pauta de diversidade, ampliar essa presença tornou-se uma decisão estratégica. Estudos de organizações como o Movimento Mulher 360 mostram que empresas com maior equilíbrio de gênero em posições decisórias apresentam ganhos em inovação, qualidade de decisão e sustentabilidade dos resultados.</p>



<p><strong>Mas como transformar essa intenção em prática?</strong></p>



<p>Nossa experiência em processos seletivos e projetos de desenvolvimento de lideranças mostra que atrair mais mulheres para áreas técnicas exige ajustes estruturais que vão desde o desenho das vagas até a governança das decisões.</p>



<p>1. O desenho das vagas influencia quem se sente convidado a participar</p>



<p>Um dos primeiros pontos de atenção está na forma como as oportunidades são descritas. Perfis excessivamente rígidos, linguagem pouco inclusiva e exigências que não são realmente essenciais podem restringir o público candidato.</p>



<p>Boas práticas incluem:</p>



<ul><li>Priorizar competências essenciais em vez de listas extensas de requisitos;</li><li>Utilizar linguagem acessível e objetiva;</li><li>Destacar oportunidades de desenvolvimento e carreira;</li><li>Explicitar o compromisso com ambientes diversos e inclusivos.</li></ul>



<p>Quando o desenho da vaga é mais claro e orientado a resultados, amplia-se o alcance e aumenta-se a diversidade do pipeline.</p>



<p>2. Comunicação estratégica amplia o alcance de talentos</p>



<p>Além do conteúdo da vaga, o canal e a forma de divulgação também fazem diferença. Empresas que desejam atrair mais mulheres em áreas técnicas costumam:</p>



<ul><li>Diversificar canais de recrutamento;</li><li>Participar de iniciativas voltadas para mulheres nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM, sigla em inglês);</li><li>Compartilhar exemplos internos de lideranças femininas;</li><li>Reforçar políticas de desenvolvimento e flexibilidade.</li></ul>



<p>Essa comunicação sinaliza, de forma concreta, que a organização está preparada para receber e desenvolver esses talentos.</p>



<p>3. Estruturar a tomada de decisão reduz vieses</p>



<p>Mesmo com pipelines diversos, a decisão final pode ser impactada por vieses inconscientes. Por isso, a governança do processo seletivo é fundamental.</p>



<p>Algumas práticas que contribuem:</p>



<ul><li>Critérios objetivos e padronizados de avaliação;</li><li>Entrevistas estruturadas com perguntas equivalentes para todos;</li><li>Participação de mais de um avaliador;</li><li>Comparação baseada em competências e resultados.</li></ul>



<p>Esses cuidados não reduzem o rigor técnico. Ao contrário, tornam a análise mais consistente e transparente.</p>



<p>4. Indicadores ajudam a acompanhar a evolução</p>



<p>Empresas que avançam de forma consistente no tema costumam monitorar indicadores ao longo do processo, como:</p>



<ul><li>Percentual de mulheres no pipeline;</li><li>Presença feminina em fases finais;</li><li>Taxa de contratação;</li><li>Retenção após 12 meses;</li><li>Evolução para posições de liderança.</li></ul>



<p>Esses dados permitem identificar gargalos e ajustar a estratégia de forma contínua.</p>



<p>5. Ambiente e cultura sustentam a permanência</p>



<p>Atrair é apenas parte do desafio. A permanência depende de um ambiente que favoreça o desenvolvimento. Programas de mentoria, trilhas de liderança e políticas de flexibilidade têm se mostrado eficazes para fortalecer a trajetória feminina em áreas técnicas.</p>



<p>Além disso, lideranças comprometidas com a diversidade contribuem para uma cultura mais aberta, colaborativa e orientada a resultados.</p>



<p><strong>A visão da Superhar</strong></p>



<p>Na Superhar, entendemos que ampliar a presença feminina em áreas técnicas e posições de liderança não é apenas uma pauta de diversidade, mas uma decisão estratégica de gestão.</p>



<p>Como destaca Perciliana Lacerda Vidal, diretora da Superhar:</p>



<p>“Quando estruturamos processos com critérios claros e decisões fundamentadas, ampliamos o acesso a talentos e fortalecemos a qualidade das escolhas. Atrair mais mulheres para áreas técnicas e liderança não significa flexibilizar exigências. Significa garantir que as competências sejam avaliadas com rigor e sem barreiras artificiais.”</p>



<p>Empresas que avançam nesse movimento ampliam perspectivas, fortalecem a inovação e constroem equipes mais preparadas para os desafios do futuro do trabalho.</p>



<p>Mais do que um objetivo de diversidade, trata-se de aprimorar a qualidade das decisões e tornar a gestão de pessoas ainda mais estratégica.</p>



<p>E, como em qualquer transformação consistente, o caminho começa com método, clareza e intenção.<br><br>Fonte: <a href="https://movimentomulher360.com.br/artigos/ampliar-diversidade-genero-contratacoes/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Movimento Mulher 360</a>, <a href="https://www.onumulheres.org.br/wp-content/uploads/2016/04/Vieses_inconscientes_16_digital.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">ONU Mulheres</a>, <a href="https://hbr.org/2016/04/how-to-take-the-bias-out-of-interviews" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Harvard Business Review</a>, <a href="https://www.shrm.org/topics-tools/news/inclusion-diversity/how-to-build-inclusive-hiring-practices" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Society for Human Resource Management</a> e <a href="https://www.mckinsey.com/featured-insights/diversity-and-inclusion/women-in-the-workplace" target="_blank" rel="noreferrer noopener">McKinsey &amp; Company</a></p>
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		<title>O início de uma carreira é também uma decisão de negócio</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação SupeRHar]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Mar 2026 15:26:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[carreira]]></category>
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		<category><![CDATA[crescimentoorganizacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Programas de estágio e trainee são, muitas vezes, vistos apenas como porta de entrada para o mercado de trabalho. No entanto, quando bem estruturados, eles representam algo muito maior: uma estratégia consistente de formação de talentos, fortalecimento organizacional e construção de futuro. Para os jovens, esses programas funcionam como uma transição qualificada entre teoria e [&#8230;]]]></description>
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<p>Programas de estágio e trainee são, muitas vezes, vistos apenas como porta de entrada para o mercado de trabalho. No entanto, quando bem estruturados, eles representam algo muito maior: uma estratégia consistente de formação de talentos, fortalecimento organizacional e construção de futuro.</p>



<p>Para os jovens, esses programas funcionam como uma transição qualificada entre teoria e prática. Para as empresas, são instrumentos sustentáveis de renovação, inovação e sucessão.</p>



<p><strong>O início que molda trajetórias</strong></p>



<p>O estágio oferece aprendizado prático durante a graduação, permitindo que o estudante compreenda a dinâmica real das organizações, desenvolva competências comportamentais e construa sua identidade profissional.</p>



<p>Já o programa de trainee vai além. Ele é desenhado para acelerar o desenvolvimento de profissionais com alto potencial, preparando-os para posições estratégicas e de liderança, com desafios progressivos e maior exposição à tomada de decisão.</p>



<p>Ambos oferecem algo essencial no início da carreira: experiência estruturada, networking qualificado e oportunidades reais de crescimento.</p>



<p><strong>O valor estratégico para as empresas</strong></p>



<p>Do ponto de vista organizacional, programas de estágio e trainee não devem ser tratados como iniciativas operacionais ou de curto prazo. Eles são, quando bem conduzidos, uma estratégia de médio e longo prazo.</p>



<p>Entre os principais benefícios para as empresas estão:</p>



<p>Pipeline de talentos e retenção</p>



<p>A identificação precoce de profissionais promissores permite a formação de um banco interno de talentos, reduzindo riscos em futuras contratações e fortalecendo a sucessão.</p>



<p>Inovação e novas perspectivas</p>



<p>Jovens talentos trazem conhecimento acadêmico atualizado, familiaridade com novas tecnologias e questionamentos que desafiam modelos consolidados. Isso oxigena o ambiente organizacional.</p>



<p>Cultura e alinhamento</p>



<p>Ao ingressarem ainda em formação, esses profissionais podem ser desenvolvidos de acordo com o DNA da empresa, fortalecendo a aderência cultural e a retenção no médio prazo.</p>



<p>Custo-benefício e sustentabilidade</p>



<p>Programas estruturados permitem formar talentos internamente, reduzindo custos futuros com recrutamentos externos e diminuindo riscos de desalinhamento.</p>



<p>Fortalecimento de marca empregadora</p>



<p>Empresas que investem na formação de jovens profissionais constroem reputação sólida e atraem perfis qualificados que buscam desenvolvimento consistente.</p>



<p><strong>A importância da estrutura</strong></p>



<p>A existência de um programa, por si só, não garante resultados. O diferencial está na estrutura.</p>



<p>Sem critérios claros, acompanhamento próximo, mentoria qualificada e experiências reais de aprendizado, o programa se torna apenas formalidade.</p>



<p>Um modelo estruturado envolve:</p>



<ul><li>definição clara de perfil e competências esperadas</li><li>trilhas de desenvolvimento</li><li>acompanhamento contínuo</li><li>avaliações consistentes</li><li>integração com a estratégia do negócio</li></ul>



<p>É isso que transforma uma oportunidade inicial em formação estratégica.</p>



<p><strong>A visão da Superhar</strong></p>



<p>Na Superhar, entendemos que programas de estágio e trainee não são iniciativas de volume, mas decisões estruturais.</p>



<p>“Selecionar jovens talentos é assumir responsabilidade sobre o início de uma trajetória profissional e, ao mesmo tempo, sobre o futuro das organizações que os recebem. Não tratamos estágio como preenchimento de vaga. Tratamos como construção de base. Um programa estruturado exige critério, leitura cultural e clareza estratégica. É isso que garante que a decisão de hoje sustente resultados amanhã.” Perciliana Lacerda Vidal – Diretora da Superhar</p>



<p>Nossa atuação parte da premissa de que tecnologia pode apoiar etapas preliminares, mas é na análise comportamental, na leitura de cultura e na aderência ao contexto organizacional que está o verdadeiro diferencial.</p>



<p>Formar talentos exige método. E método exige maturidade.</p>
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		<title>Dia da Mulher: como decisões em recrutamento e seleção abriram espaço para mais mulheres em áreas estratégicas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação SupeRHar]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Mar 2026 17:12:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[carreira]]></category>
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					<description><![CDATA[Nos últimos anos, as discussões sobre diversidade de gênero deixaram de ser apenas temas de datas comemorativas e passaram a integrar a agenda estratégica das organizações. No Brasil, a combinação entre compromissos públicos, pressão da sociedade e evidências de que times diversos geram melhores resultados levou muitas empresas a repensarem seus processos de recrutamento e [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Nos últimos anos, as discussões sobre diversidade de gênero deixaram de ser apenas temas de datas comemorativas e passaram a integrar a agenda estratégica das organizações. No Brasil, a combinação entre compromissos públicos, pressão da sociedade e evidências de que times diversos geram melhores resultados levou muitas empresas a repensarem seus processos de recrutamento e seleção.</p>



<p>Ao celebrar o Dia Internacional da Mulher, vale olhar para trás e reconhecer que a presença crescente de mulheres em posições de alta liderança, conselhos de administração e áreas críticas de negócio não é fruto do acaso, mas de decisões conscientes tomadas ao longo de décadas. É nesse contexto que a Superhar, com 30 anos de atuação em projetos de recursos humanos, tem apoiado organizações a transformar R&amp;S em um verdadeiro motor de equidade.</p>



<p><strong>Princípios globais, impacto local</strong></p>



<p>Em 2010, a ONU Mulheres e o Pacto Global lançaram os Princípios de Empoderamento das Mulheres (Women’s Empowerment Principles – WEPs), que orientam empresas de todo o mundo a estabelecer liderança comprometida com a igualdade de gênero, tratar homens e mulheres de forma justa no trabalho, promover o desenvolvimento e medir seus avanços.</p>



<p>No Brasil, esses princípios foram traduzidos e contextualizados, com exemplos práticos para apoiar empresas na revisão de políticas de RH, comunicação e cadeia de valor. Ao aplicá-los ao recrutamento e seleção, organizações passam a olhar com mais atenção para o desenho das vagas, a divulgação das oportunidades, a composição das shortlists e os critérios usados nas decisões finais.</p>



<p><strong>Decisões de R&amp;S que mudam trajetórias</strong></p>



<p>A experiência da Superhar em centenas de projetos ao longo de 30 anos mostra que pequenas mudanças em R&amp;S podem ter grande impacto na carreira das mulheres. Entre elas: ampliar o mapeamento de mercado para incluir intencionalmente candidatas mulheres, revisar descrições de vagas para reduzir vieses, diversificar bancas entrevistadoras e estruturar critérios objetivos de avaliação.</p>



<p>Em um dos processos conduzidos pela consultoria, a definição de uma shortlist obrigatoriamente diversa permitiu que uma profissional com sólida experiência técnica, que antes não seria considerada por vias tradicionais de indicação, assumisse uma posição estratégica. Em outro caso, a flexibilização de exigências não essenciais e a valorização de competências transferíveis abriram caminho para que uma gestora se desenvolvesse até chegar próxima ao conselho de administração do cliente.</p>



<p><strong>Metas de diversidade e resultados concretos</strong></p>



<p>A adoção de metas de diversidade de gênero vem crescendo entre companhias brasileiras, impulsionada tanto por movimentos voluntários quanto por exigências regulatórias e de mercado. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM), por exemplo, aprovou dispositivos que estimulam empresas listadas a eleger ao menos uma mulher e uma pessoa de grupos sub-representados para conselhos ou diretorias, ou justificar a ausência dessa diversidade.</p>



<p>Paralelamente, levantamentos recentes mostram que, embora ainda exista sub-representação feminina em conselhos e diretorias, algumas organizações já atingem ou se aproximam de 50% de participação de mulheres em seus boards e na alta liderança, indicando que metas claras e monitoradas podem gerar avanços significativos. Esses resultados reforçam a importância de alinhar recrutamento, sucessão e desenvolvimento a objetivos concretos de equidade.</p>



<p><strong>O papel da Superhar nessa jornada</strong></p>



<p>Desde 1995, a Superhar atua como parceira de empresas no desenho e na condução de projetos de recrutamento, seleção e gestão de talentos, com foco especial em posições estratégicas. Ao longo de 30 anos, a consultoria integrou práticas inovadoras de mapeamento de mercado, avaliação comportamental e fit cultural, buscando sempre alinhar as decisões de contratação às necessidades de negócio e à evolução da sociedade.</p>



<p>Nesse caminho, muitos processos conduzidos pela Superhar contribuíram para que mulheres assumissem papéis-chave em clientes de diferentes setores, da liderança de áreas críticas à participação em fóruns de governança. Ao celebrar o Dia da Mulher, a empresa renova o compromisso de apoiar organizações que desejam transformar suas decisões de recrutamento e seleção em oportunidades reais para que mais mulheres ocupem espaços de poder e decisão.</p>



<p>Decisões de R&amp;S nunca são neutras: ou reforçam o status quo, ou criam novas possibilidades. Ao adotar princípios claros de equidade, metas de diversidade e processos estruturados, empresas brasileiras já demonstram que é possível avançar na participação feminina em posições estratégicas.</p>



<p>Neste 08 de março, o convite é para que líderes e profissionais de RH revisitem suas práticas e se perguntem: nossos processos seletivos estão abrindo espaço para que mais mulheres liderem? Se a resposta ainda não for um “sim” consistente, a hora de ajustar o rumo é agora. A Superhar está pronta para caminhar junto nessa transformação.</p>



<p>Fonte: <a rel="noreferrer noopener" href="https://exame.com/bussola/dia-da-mulher-10-praticas-de-empresas-para-ampliar-a-equidade-de-genero/" target="_blank">Exame</a>, <a rel="noreferrer noopener" href="https://www.pactoglobal.org.br/weps/" target="_blank">Pacto Global</a>, <a rel="noreferrer noopener" href="https://www.ey.com/pt_br/agencia-ey/noticias/cvm-exige-empresas-aumentem-diversidade-alta-lideranca" target="_blank">EY</a>, <a rel="noreferrer noopener" href="https://forbes.com.br/forbes-mulher/2024/10/cresce-numero-de-mulheres-nos-conselhos-de-administracao-no-brasil/" target="_blank">Forbes</a>, <a rel="noreferrer noopener" href="http://www.onumulheres.org.br/referencias/principios-de-empoderamento-das-mulheres/" target="_blank">Onu Mulheres 1</a>, <a rel="noreferrer noopener" href="https://www.onumulheres.org.br/wp-content/uploads/2016/04/cartilha_WEPs_2016.pdf" target="_blank">Onu Mulheres 2</a>, <a href="http://www.onumulheres.org.br/wp-content/uploads/2021/09/WEPs_Startups_Toolkit_POR_BRA_2021_WinWin.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Onu Mulheres 3</a>, <a rel="noreferrer noopener" href="https://gcene.com/onu-mulheres-brasil/" target="_blank">Grupo Cene</a>, <a rel="noreferrer noopener" href="https://www.ba.gov.br/mulheres/sites/site-spm/files/migracao_2024/arquivos/File/Publicacoes/Cartilha_PrincipiosdeEmpoderamentodasMulheres_SPMBA_ONUMulheres_PactoGlobalRedeBrasileira.pdf" target="_blank">Governo da Bahia</a></p>
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		<title>A lacuna comportamental: quando saber fazer não é o suficiente</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação SupeRHar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Dec 2025 13:16:30 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Nunca tivemos acesso a tanto conhecimento. Cursos, certificações, especializações e habilidades técnicas se multiplicam em velocidade acelerada. Ainda assim, algo continua falhando dentro das organizações, e não está relacionado à falta de competência técnica. Está relacionado à forma como as pessoas se comportam, se comunicam e se relacionam. É nesse ponto que surge a lacuna [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Nunca tivemos acesso a tanto conhecimento. Cursos, certificações, especializações e habilidades técnicas se multiplicam em velocidade acelerada. Ainda assim, algo continua falhando dentro das organizações, e não está relacionado à falta de competência técnica. Está relacionado à forma como as pessoas se comportam, se comunicam e se relacionam.</p>



<p>É nesse ponto que surge a lacuna comportamental: o espaço invisível entre o que o profissional sabe fazer e a maneira como ele convive, colabora e constrói relações no ambiente de trabalho.</p>



<p>Não adianta dominar processos, ferramentas e estratégias se o comportamento fragiliza as relações. Quando a comunicação é truncada, o respeito é negligenciado, o ego se sobrepõe ao coletivo e a escuta deixa de existir, o conhecimento perde força. O desempenho até pode aparecer no curto prazo, mas dificilmente se sustenta.</p>



<p>Dados recentes reforçam essa realidade. Um estudo realizado pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR) apontou que cerca de metade das demissões ocorridas em 2024 tiveram como principal motivo questões comportamentais, e não falhas técnicas. A pesquisa evidencia um alerta importante: profissionais estão sendo desligados não porque não sabem executar, mas porque não conseguem conviver.</p>



<p>Dificuldade de trabalhar em equipe, resistência a feedbacks, conflitos constantes, baixa inteligência emocional, falta de responsabilidade relacional e comportamentos tóxicos têm pesado mais do que lacunas técnicas. Afinal, habilidades podem ser ensinadas. Postura, maturidade emocional e ética relacional exigem consciência e disposição para mudança.</p>



<p>Essa lacuna também se manifesta no dia a dia das equipes. Estudos sobre gestão de pessoas mostram que comportamentos inadequados corroem relações de trabalho, minam a confiança e comprometem o clima organizacional. Não por acaso, pesquisas apontam que uma parcela significativa dos profissionais considera seus colegas de trabalho difíceis ou emocionalmente desgastantes, um sinal claro de que o problema não está apenas na execução, mas na convivência.</p>



<p>Quando relações são frágeis, o impacto é coletivo. A produtividade cai, o engajamento diminui, a criatividade se retrai e o ambiente se torna defensivo. Líderes tecnicamente excelentes podem fracassar por não saberem escutar. Talentos promissores podem se perder por não conseguirem lidar com diferenças, frustrações ou limites. Equipes competentes podem adoecer por falta de diálogo e segurança psicológica.</p>



<p>Fechar a lacuna comportamental exige um movimento consciente das organizações e das pessoas. Exige investir em desenvolvimento humano, fortalecer a cultura organizacional, preparar lideranças e criar espaços de diálogo real. Exige compreender que comunicação, empatia, responsabilidade emocional, ética e colaboração não são habilidades complementares, são competências centrais para a sustentabilidade dos negócios.</p>



<p>O trabalho não é apenas um espaço de entrega. É, antes de tudo, um espaço de convivência. E nenhuma entrega se sustenta quando as relações estão deficientes.</p>



<p>Talvez o grande desafio do mercado hoje não seja formar profissionais mais qualificados tecnicamente, mas pessoas mais conscientes do impacto que seus comportamentos geram todos os dias. Porque conhecimento abre portas, mas é o comportamento que define se elas permanecem abertas.</p>



<p>Fonte: <a href="https://cbncuritiba.com.br/materias/metade-das-demissoes-em-2024-foram-causadas-por-questoes-comportamentais-aponta-estudo-da-puc-pr/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">CBN</a>, <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2025-08/metade-das-demissoes-em-2024-foi-causada-por-questoes-comportamentais" data-type="URL" data-id="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2025-08/metade-das-demissoes-em-2024-foi-causada-por-questoes-comportamentais" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Agência Brasil</a>, <a href="https://oportunidades.go.gov.br/observatorio/estudo-revela-que-metade-das-demissoes-em-2024-foi-causada-por-questoes-comportamentais/2025/09/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Oportunidades.gov</a>, <a href="https://revistapegn.globo.com/Dia-a-dia/Gestao-de-Pessoas/noticia/2022/07/15-comportamentos-que-destroem-relacoes-de-trabalho.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Revista PEGN</a>, <a href="https://forbes.com.br/carreira/2024/08/85-das-pessoas-tem-colegas-de-trabalho-irritantes/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Forbes</a></p>
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		<title>Geração Jumper e o novo mercado de trabalho: pulando de emprego ou fugindo do velho modelo?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação SupeRHar]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Nov 2025 21:31:53 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Jumper, office frogging, quiet quitting, loud quitting. Os nomes mudam, mas a sensação permanece: ninguém quer mais “ficar”. O Brasil vive um cenário preocupante, e ao mesmo tempo revelador. Somos o país com a maior rotatividade de trabalho do mundo: 56% ao ano, segundo a mais recente análise do IDados (baseado na PNAD Contínua). Mas [&#8230;]]]></description>
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<p>Jumper, office frogging, quiet quitting, loud quitting. Os nomes mudam, mas a sensação permanece: ninguém quer mais “ficar”. O Brasil vive um cenário preocupante, e ao mesmo tempo revelador. Somos o país com a maior rotatividade de trabalho do mundo: 56% ao ano, segundo a mais recente análise do IDados (baseado na PNAD Contínua).</p>



<p>Mas o que está por trás dessa estatística? Seriam os jovens realmente instáveis? Ou o modelo de trabalho é que ficou ultrapassado?</p>



<p><strong>Um novo comportamento (e um velho sistema)</strong></p>



<p>Os profissionais da chamada Geração Z, que hoje já representam um quarto da força de trabalho brasileira, buscam mais que salário. Eles querem propósito, respeito, saúde mental, flexibilidade, desenvolvimento e coerência com seus valores.</p>



<p>Só que quando não encontram isso, não hesitam em sair. E saem rápido: 9 meses é o tempo médio que um jovem de 18 a 24 anos permanece na empresa.</p>



<p>Os dados impressionam:<br>• 77% dos desligamentos no Brasil ocorrem antes de 1 ano de vínculo.<br>• Em bares e restaurantes, o turnover chega a 77,6%.<br>• 6,5 milhões de pessoas pediram demissão em 2023.<br>• O custo de uma única demissão pode chegar a 5 vezes o salário mensal do funcionário.</p>



<p><strong>Cansaço, incoerência e cultura engessada</strong></p>



<p>A maioria dos jovens que pediu demissão em 2024 já tinha outra vaga em vista. Mas para os que saíram sem rumo definido, os motivos foram claros: salários baixos, ambientes tóxicos, falta de reconhecimento ou jornadas sem flexibilidade.</p>



<p>Eles não têm medo de sair. O medo real é ficar onde não há escuta, crescimento ou qualidade de vida.</p>



<p>De um lado, temos empresas que ainda operam com lideranças centralizadoras, regras rígidas e pouca abertura para diálogo. De outro, profissionais que esperam retorno imediato, pouco toleram frustrações e desistem antes do processo de amadurecimento.</p>



<p><strong>E quem paga essa conta?</strong></p>



<p>Todo mundo perde.</p>



<p>As empresas perdem cultura, know-how, tempo e dinheiro. Os profissionais não colhem os frutos da experiência, e muitas vezes saem sem nem saber o que estão buscando.</p>



<p><strong>Como avançar?</strong></p>



<p>A resposta não está em culpar apenas a nova geração ou as velhas estruturas. O que precisamos é de maturidade dos dois lados.<br><br>• Empresas: precisam adaptar sua cultura, oferecer desenvolvimento real, criar espaços de escuta e ter clareza nas entregas esperadas.<br>• Profissionais: precisam entender que propósito também se constrói, que reconhecimento exige consistência, e que não existe ambiente perfeito, mas sim relações construídas com diálogo.</p>



<p><strong>O futuro do trabalho exige novos acordos</strong></p>



<p>Não basta mais crachá ou propósito no papel. É preciso coerência entre o que se diz e o que se faz.</p>



<p>É preciso um mercado onde as pessoas fiquem por escolha, não por medo. Onde a permanência tenha sentido, e não apenas estabilidade. Porque nenhuma geração vai prosperar em um sistema desequilibrado.</p>



<p>Fonte: <a rel="noreferrer noopener" href="https://forbes.com.br/carreira/2025/09/por-que-a-geracao-z-pula-de-um-emprego-para-o-outro/" target="_blank">Forbes 1</a>, <a rel="noreferrer noopener" href="https://forbes.com.br/carreira/2025/01/geracao-z-um-quarto-da-forca-de-trabalho-o-que-esses-profissionais-querem/" target="_blank">Forbes 2</a>, <a rel="noreferrer noopener" href="https://g1.globo.com/trabalho-e-carreira/noticia/2025/08/20/por-que-os-jovens-pedem-mais-demissao-saiba-o-que-cada-geracao-valoriza-e-por-que-pensam-tao-diferente.ghtml" target="_blank">G1</a>, <a href="https://www.estadao.com.br/economia/sua-carreira/geracao-z-abandona-empregos-quer-reconhecimento/?srsltid=AfmBOoqIfePsuksXzIRnmTxjGXHYELPRXhtOINrvL_14CmfNo5kmorbj" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Estadão</a></p>
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		<title>Mentoria para estagiários: por que vale a pena investir nesse formato</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação SupeRHar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Oct 2025 01:43:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A chegada de novos talentos ao mercado de trabalho é sempre um momento de grande expectativa, tanto para os jovens profissionais quanto para as empresas que os acolhem. E, nesse cenário, a mentoria para estagiários surge como uma ferramenta estratégica capaz de transformar a experiência de aprendizado e integração desses profissionais. As iniciativas de mentoria [&#8230;]]]></description>
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<p>A chegada de novos talentos ao mercado de trabalho é sempre um momento de grande expectativa, tanto para os jovens profissionais quanto para as empresas que os acolhem. E, nesse cenário, a mentoria para estagiários surge como uma ferramenta estratégica capaz de transformar a experiência de aprendizado e integração desses profissionais.</p>



<p>As iniciativas de mentoria podem impulsionar o desenvolvimento, o engajamento e a retenção de estagiários. Por isso, queremos compartilhar com você os principais pontos dessa prática que vem ganhando cada vez mais espaço nas organizações.</p>



<p><strong>O que é mentoria para estagiários?</strong></p>



<p>Trata-se de um processo estruturado de acompanhamento, no qual um profissional mais experiente (mentor) orienta, inspira e apoia o estagiário em seu desenvolvimento pessoal e profissional. Diferente do papel do gestor, o mentor não está ali para cobrar entregas, mas para ouvir, aconselhar, trocar experiências e contribuir para o autoconhecimento do jovem talento.</p>



<p><strong>Quais são os benefícios para os estagiários?</strong></p>



<ul><li>Apoio emocional e segurança psicológica: o início da vida profissional é repleto de dúvidas e inseguranças. Ter alguém com quem contar ajuda a reduzir a ansiedade e a fortalecer a confiança.</li></ul>



<ul><li>Aceleração do aprendizado: com orientações práticas e feedbacks construtivos, o estagiário consegue evoluir mais rapidamente em habilidades técnicas e comportamentais.</li></ul>



<ul><li>Maior clareza de objetivos: o contato com profissionais mais experientes contribui para que o estagiário entenda melhor seus pontos fortes, áreas de interesse e perspectivas de carreira.</li></ul>



<ul><li>Integração com a cultura da empresa: a mentoria também funciona como um guia sobre comportamentos, valores e práticas esperadas no ambiente corporativo.</li></ul>



<p><strong>E para as empresas, quais os ganhos?</strong></p>



<ul><li>  Retenção de talentos: ao se sentirem acolhidos e valorizados, os estagiários tendem a permanecer por mais tempo e se tornarem futuros colaboradores efetivos.</li></ul>



<ul><li>Clima organizacional mais colaborativo: o formato fortalece vínculos entre diferentes gerações e áreas, promovendo um ambiente de aprendizado contínuo.</li></ul>



<ul><li>Desenvolvimento de lideranças: os mentores também crescem no processo, ao praticarem escuta ativa, empatia e influência positiva, competências essenciais para quem lidera.</li></ul>



<p><strong>Desafios e cuidados ao implementar</strong></p>



<p>Apesar dos benefícios, é importante que a mentoria não seja apenas uma formalidade. Para funcionar, ela precisa de:</p>



<ul><li>Planejamento e estrutura: definir metas, frequência de encontros e critérios para escolha dos mentores.</li></ul>



<ul><li>Alinhamento de expectativas: garantir que mentor e mentorado compreendam seus papéis e responsabilidades.</li></ul>



<ul><li>Tempo e disponibilidade: o processo exige dedicação, o que pode ser um desafio diante de agendas cheias.</li></ul>



<p>Investir em mentoria para estagiários é mais do que uma ação de desenvolvimento, é um posicionamento estratégico. Em um mercado cada vez mais competitivo, as empresas que apostam em formação humana, escuta e orientação se destacam na atração e retenção dos melhores talentos.</p>



<p>É preciso incentivar práticas que conectam pessoas, potencializam carreiras e constroem empresas mais fortes. Afinal, ninguém cresce sozinho, e a mentoria é uma das formas mais poderosas de crescer junto. </p>



<p>Fonte: <a rel="noreferrer noopener" href="https://vocesa.abril.com.br/carreira/mentoria-para-estagiarios-vale-a-pena-investir-nesse-formato/#:~:text=Foco%20no%20autoconhecimento%20e%20nas,e%20a%20efic%C3%A1cia%20do%20processo" target="_blank">Você SA</a></p>
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