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	<description>Soluções em RH &#124; Belo Horizonte</description>
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		<title>O que o VAR pode ensinar sobre processos seletivos mais justos?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação SupeRHar]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Jul 2026 11:30:09 +0000</pubDate>
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<p>Quando o VAR foi implantado no futebol, uma das críticas mais comuns era que ele tiraria a emoção do jogo ou substituiria a autoridade do árbitro. Alguns anos depois, ficou claro que a proposta nunca foi essa.</p>



<p>O árbitro continua sendo responsável pela decisão final. O que mudou foi a quantidade de informação disponível para ajudá-lo em lances que poderiam ser definidos apenas pela percepção de um único profissional, em poucos segundos e sob pressão.</p>



<p>No recrutamento acontece algo semelhante.</p>



<p>Toda contratação envolve julgamento humano e isso dificilmente vai mudar. Gestores avaliam comportamentos, recrutadores analisam trajetórias e entrevistas continuam sendo uma parte importante da decisão. O problema aparece quando todo o processo depende exclusivamente da percepção individual de quem está avaliando.</p>



<p>Pesquisas em psicologia organizacional mostram que todos nós carregamos vieses inconscientes que podem influenciar decisões sem que percebamos. Similaridade de perfil, formação acadêmica, estilo de comunicação e até características pessoais podem acabar pesando mais do que as competências realmente necessárias para a função.</p>



<p>É justamente nesse ponto que processos estruturados fazem diferença. Definir previamente os critérios de avaliação, utilizar entrevistas estruturadas, incluir mais de um avaliador no processo e recorrer a ferramentas de assessment não elimina o julgamento humano, mas ajuda a dar mais consistência às decisões e reduz o espaço para interpretações puramente subjetivas.</p>



<p>A discussão sobre diversidade e inclusão passa muito por isso. Frequentemente as empresas associam o tema apenas a metas ou representatividade, mas existe uma etapa anterior que merece atenção: a forma como as decisões são tomadas. Quanto mais claros forem os critérios e quanto mais transparente for o processo, menores tendem a ser os impactos dos vieses inconscientes sobre as contratações.</p>



<p>Essa é a principal contribuição do VAR. Ele não existe porque os árbitros são ruins. Existe porque pessoas tomam decisões melhores quando têm acesso a mais informações, mais referências e mais oportunidades de revisar aquilo que pode ter sido influenciado pelo contexto do momento.</p>



<p>No recrutamento, acontece exatamente a mesma coisa. Contratar continuará sendo uma decisão humana. O desafio das organizações mais maduras não é substituir esse julgamento, mas criar processos que ajudem as pessoas a decidir melhor.</p>



<p></p>



<p>Fontes: <a href="https://hbr.org/2016/04/how-to-take-the-bias-out-of-interviews?utm_source=chatgpt.com" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Harvard Business Review</a>, <a href="https://www.mckinsey.com/capabilities/people-and-organizational-performance/our-insights/diversity-wins-how-inclusion-matters?utm_source=chatgpt.com" target="_blank" rel="noreferrer noopener">McKinsey</a> e <a href="https://inside.fifa.com/innovation/world-cup-2022/video-assistant-referee-var" target="_blank" rel="noreferrer noopener">FIFA</a></p>
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