Nos últimos anos, as discussões sobre diversidade de gênero deixaram de ser apenas temas de datas comemorativas e passaram a integrar a agenda estratégica das organizações. No Brasil, a combinação entre compromissos públicos, pressão da sociedade e evidências de que times diversos geram melhores resultados levou muitas empresas a repensarem seus processos de recrutamento e seleção.
Ao celebrar o Dia Internacional da Mulher, vale olhar para trás e reconhecer que a presença crescente de mulheres em posições de alta liderança, conselhos de administração e áreas críticas de negócio não é fruto do acaso, mas de decisões conscientes tomadas ao longo de décadas. É nesse contexto que a Superhar, com 30 anos de atuação em projetos de recursos humanos, tem apoiado organizações a transformar R&S em um verdadeiro motor de equidade.
Princípios globais, impacto local
Em 2010, a ONU Mulheres e o Pacto Global lançaram os Princípios de Empoderamento das Mulheres (Women’s Empowerment Principles – WEPs), que orientam empresas de todo o mundo a estabelecer liderança comprometida com a igualdade de gênero, tratar homens e mulheres de forma justa no trabalho, promover o desenvolvimento e medir seus avanços.
No Brasil, esses princípios foram traduzidos e contextualizados, com exemplos práticos para apoiar empresas na revisão de políticas de RH, comunicação e cadeia de valor. Ao aplicá-los ao recrutamento e seleção, organizações passam a olhar com mais atenção para o desenho das vagas, a divulgação das oportunidades, a composição das shortlists e os critérios usados nas decisões finais.
Decisões de R&S que mudam trajetórias
A experiência da Superhar em centenas de projetos ao longo de 30 anos mostra que pequenas mudanças em R&S podem ter grande impacto na carreira das mulheres. Entre elas: ampliar o mapeamento de mercado para incluir intencionalmente candidatas mulheres, revisar descrições de vagas para reduzir vieses, diversificar bancas entrevistadoras e estruturar critérios objetivos de avaliação.
Em um dos processos conduzidos pela consultoria, a definição de uma shortlist obrigatoriamente diversa permitiu que uma profissional com sólida experiência técnica, que antes não seria considerada por vias tradicionais de indicação, assumisse uma posição estratégica. Em outro caso, a flexibilização de exigências não essenciais e a valorização de competências transferíveis abriram caminho para que uma gestora se desenvolvesse até chegar próxima ao conselho de administração do cliente.
Metas de diversidade e resultados concretos
A adoção de metas de diversidade de gênero vem crescendo entre companhias brasileiras, impulsionada tanto por movimentos voluntários quanto por exigências regulatórias e de mercado. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM), por exemplo, aprovou dispositivos que estimulam empresas listadas a eleger ao menos uma mulher e uma pessoa de grupos sub-representados para conselhos ou diretorias, ou justificar a ausência dessa diversidade.
Paralelamente, levantamentos recentes mostram que, embora ainda exista sub-representação feminina em conselhos e diretorias, algumas organizações já atingem ou se aproximam de 50% de participação de mulheres em seus boards e na alta liderança, indicando que metas claras e monitoradas podem gerar avanços significativos. Esses resultados reforçam a importância de alinhar recrutamento, sucessão e desenvolvimento a objetivos concretos de equidade.
O papel da Superhar nessa jornada
Desde 1995, a Superhar atua como parceira de empresas no desenho e na condução de projetos de recrutamento, seleção e gestão de talentos, com foco especial em posições estratégicas. Ao longo de 30 anos, a consultoria integrou práticas inovadoras de mapeamento de mercado, avaliação comportamental e fit cultural, buscando sempre alinhar as decisões de contratação às necessidades de negócio e à evolução da sociedade.
Nesse caminho, muitos processos conduzidos pela Superhar contribuíram para que mulheres assumissem papéis-chave em clientes de diferentes setores, da liderança de áreas críticas à participação em fóruns de governança. Ao celebrar o Dia da Mulher, a empresa renova o compromisso de apoiar organizações que desejam transformar suas decisões de recrutamento e seleção em oportunidades reais para que mais mulheres ocupem espaços de poder e decisão.
Decisões de R&S nunca são neutras: ou reforçam o status quo, ou criam novas possibilidades. Ao adotar princípios claros de equidade, metas de diversidade e processos estruturados, empresas brasileiras já demonstram que é possível avançar na participação feminina em posições estratégicas.
Neste 08 de março, o convite é para que líderes e profissionais de RH revisitem suas práticas e se perguntem: nossos processos seletivos estão abrindo espaço para que mais mulheres liderem? Se a resposta ainda não for um “sim” consistente, a hora de ajustar o rumo é agora. A Superhar está pronta para caminhar junto nessa transformação.
Fonte: Exame, Pacto Global, EY, Forbes, Onu Mulheres 1, Onu Mulheres 2, Onu Mulheres 3, Grupo Cene, Governo da Bahia